Imagine-se daqui a 30 ou 40 anos: como será? O que enfrentará? Como se moverá e o que será capaz de fazer? É difícil prever com precisão, mas é muito provável que a sua forma física nessa idade dependa em grande parte dos seus genes e, em outra grande parte, de quantos exercícios fez na vida.

O exercício físico desgasta, é certo: as articulações e o sistema esquelético estão sujeitos a tensões a que o sedentarismo certamente não nos expõe, mas é feito por um bom motivo. Com efeito: por três boas razões: aquelas para as quais é uma excelente ideia treinar o máximo possível e sempre. O envelhecimento certamente não pode ser removido ou cancelado, mas pode ser desacelerado e o movimento é nosso principal aliado nessa batalha.

Vou-te dar dois números: os músculos que articulam e sustentam o nosso esqueleto constitui 30-40% do nosso corpo e à medida que envelhecemos (sem fazer nenhum exercício) perdemos cerca de 10% ao ano. A única maneira de impedir esse processo é alimentá-los. Como? Com uma dieta rica em proteínas e a única forma conhecida de ganhar massa muscular: os exercícios. Os músculos também são a única parte do nosso corpo – órgãos internos excluídos – que consomem energia e calorias. E fazem isso em proporção à sua massa: quanto maior, mais calorias consomem, ao mesmo tempo que mantêm o peso sob controlo. Lembre-se: os músculos consomem calorias e a gordura é inerte; quanto mais  constrói ou mantém os seus músculos tonificados, mais calorias queima e menos gordura acumula, criando assim um equilíbrio saudável entre a massa muscular e a massa gorda.

E agora veremos as três razões pelas quais se exercitar é uma ótima ideia.

1. SER CAPAZ DE FAZER CERTOS MOVIMENTOS.

Diz-se que o início do envelhecimento (que em termos biológicos está em torno dos 30 anos) é evidente quando  começa a se levantar do sofá acompanhando o gesto com um “Ooooplà”. Confessar!  também faz! Continue a se projetar daqui a 30/40 anos: como pensa que “Ooooplà” terá se transformado? Se nunca se mexeu, ele terá se tornado o emblema da impossibilidade de se levantar e fazer movimentos normais hoje, como levantar quando está no chão ou mesmo entrar e sair do carro. Fazer exercícios regulares (ou seja, pelo menos 3 vezes por semana, e não estou necessariamente falando sobre corrida, mas sim sobre ginástica doméstica, core, etc.) permitirá que  mantenha uma boa funcionalidade mesmo na velhice e continue a realizar ações com facilidade que parecem muito normais para hoje., como curvar-se para colher algo ou jardinagem.

2. PARA MANTER A MENTE ATIVA

O exercício mantém a mente ativa, mesmo que aparentemente afete apenas o corpo. Lembrar as rotinas a fazer e como realizar os exercícios é um excelente treino de memória e, além disso, a longo prazo, o controlo da ansiedade e do estresse que o movimento físico pode construir é vital para manter o psiquismo em condição de controle. E reatividade. Quanto mais  treina, mais  manterá a ansiedade e a depressão sob níveis de guarda e, primeiro,  também treinará o cérebro para se ativar e ser produtivo e ativo.

3. RETARDAR O ENVELHECIMENTO

Como colocar essas dicas em prática? Em primeiro lugar, começar o mais cedo possível a levar uma vida ativa sabendo que (quase) nunca é tarde: também pode-se começar com a devida cautela e sob supervisão médica a praticar despertos ainda na velhice, favorecendo um tipo de treino, tanto quanto possível. Quão variado?

  • Alguns dias por semana devem ser dedicados ao treino de resistência, não negligenciando nenhum músculo, acrescentando caminhada rápida ou mesmo, se possível, corrida leve.
  • Treino cardiovascular a 85% da frequência cardíaca sob estresse, sempre sob supervisão médica. Este tipo de treino aumenta o limite de tolerância e diminui a frequência cardíaca em repouso, o que é bom e correto.
  • Pratique core pelo menos três vezes por semana.
  • Caminhe tanto quanto possível
  • Sente-se o mínimo possível e levante-se … tanto quanto possível!

Nunca é tarde demais para começar e nunca é uma má ideia fazer o que puder para envelhecer o melhor possível. Retardando o processo tanto quanto possível, em primeiro lugar.