As redes sociais enchem-se de corredores orgulhosos dos seus feitos: uns publicam selfies no fim da corrida, outros (fotografias) do equipamento usado, outros da medalha recebida e da tshirt finisher.

Algumas dessas fotografias incluem os registos dos relógios ou das App de corrida: os quilómetros, a velocidade média, a elevação e/ou a duração do exercício.

Para quem publica pode ser uma forma de se auto-motivar, um meio de ajudar os outros a perceber que é possível ou simplesmente para se gabar das suas marcas. Ou tudo junto.

Para quem vê pode ser uma forma de se orgulhar do Amigo/familiar, um meio de perceber que é possível ou simplesmente achar que o outro se está a gabar das suas marcas. Ou (novamente) tudo junto.

Os corredores recreativos têm os seus próprios objetivos: divertir-se, não se lesionar, emagrecer, superar-se, completar uma determinada distância a menos de determinado tempo ou chegar na corrida à frente do Compincha de treinos.

E também incentivar outros a correr, a não se lesionar, a serem persistentes, a gostar de correr, passando algumas das suas experiências para os que estão a (pensar em) começar. Será que publicar os resultados incentiva os novos (ou futuros) corredores? Ou será que alguém que tenta correr os seus primeiros 5km a 8 minutos não desmotiva completamente quando vê que há quem (obviamente do mesmo sexo e escalão) publica um longão de Domingo a 4 minutos por quilometro. Não tenho (mesmo) certezas…

Sónia Rolland Sobral