Hidratar é… saúde!

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Especialistas apresentaram estudos para combater as doenças provocadas pelo sedentarismo. Explicamos três: monotorizar a hidratação, determinar a equação do balanço energético e provar a eficácia na perda de peso nas aplicações para smartphones.

A monitorização dos níveis de hidratação do corpo humano poderá contribuir para antecipar estados de doença e detetar problemas graves de saúde. Esta foi uma das conclusões de um novo estudo “Hidratação e Composição Corporal: saúde, função e modelagem”, uma iniciativa integrada no 10th International Symposium on Body Composition, evento organizado pela Faculdade de Motricidade Humana (FMH) da Universidade de Lisboa que decorreu em Cascais.

De acordo com o Prof. Dr. Henry C. Lukaski, investigador do Departamento de Cinesiologia e Educação de Saúde Pública da Universidade de Dakota do Norte, “a bioimpedância é capaz de monitorizar mudanças na hidratação de pacientes submetidos a diálise e antecipar futuras complicações. Também pode identificar indivíduos com retenção de líquidos e dificuldades respiratórias.

Noutros casos, poderá ajudar a detetar individuos com excesso de hidratação associado à insuficiencia cardíaca aguda”. O especialista considerou ainda que “outros usos positivos da bioimpedância podem levar a uma identificação adequada das alterações na hidratação entre as populações mais vulneráveis. Através deste método é possível identificar indivíduos que tem uma hidratação pouco adequada e que podem estar em risco ao nível da função mental ou ter complicações com determinadas doses de medicamento”.

O método de bioimpedância avalia a percentagem de gordura, massa magra e hidratação no corpo humano e permite calcular a faixa ideal de peso para o individuo de acordo com o sexo e idade. “O futuro da bioimpedância na classificação de hidratação é promissor.
Inúmeras aplicações na medicina e triagem de possíveis grupos de risco como idosos e crianças poderão ser alvo de uma investigação mais aprofundada”, conclui o investigador.

O balanço energético, segundo o especialista, “determinar a relação entre o peso corporal e a quantidade de alimentos que consumimos é fundamental para compreender o excesso de ganho de peso à medida que envelhecemos e as perdas durante o tratamento da obesidade. Este relacionamento é complicado, porque o nosso corpo divide-se em dois componentes principais: massa livre de gordura, a qual é formada principalmente por água, mais proteina e alguns componentes menores, e a massa gorda, que é inteiramente, gordura.”.

Ainda segundo o mesmo especialista, “a água é o nutriente mais importante para a vida e compõe cerca de metade a dois terços do peso do corpo. Fazer a medição das mudanças corporais não é algo fácil. Só recentemente foram desenvolvidos métodos para medir a água do corpo e os seus dois principais componentes intra e extracelular, que permitirá
as suas medições em situações clínicas gerais. . Em conclusão, o Dr. Schoeller salienta que um melhor conhecimento da quantidade de energia em um kg de massa livre de gordura permite estimar melhor as quantidades relativas de massa livre de gordura e a gordura que deve ser perdida em períodos de balanço energético negativo (dieta).

Aplicações para smartphones
– Por sua vez, a Dra. Diana Thomas apresentou uma nova investigação que vem comprovar a eficácia das aplicações para smartphones na perda de peso. O estudo da Universidade do Estado de Montclair e do Centro de Investigação Biomédica de Pennington, desenvolvido junto de 20 indivíduos obesos, revelou uma redução de 9% de peso corporal, graças à
utilização destas aplicações durante 12 semanas. Durante esse período de tempo, os participantes seguiram as indicações fornecidas pelos dispositivos, que iam monitorizando o processo através de cálculos matemáticos. Os cálculos das aplicações são personalizados e obtidos através de informações sobre o género, a idade, o peso e a altura de cada pessoa.

Para a especialista norte-americana, “estes dispositivos são ótimos auxiliares numa boa reeducação alimentar, pois a maioria regista a alimentação do dia-a-dia, controlando a quantidade, os horários e o tipo de alimentos consumidos. Em alguns deles, é ainda possível partilhar os dados no Facebook e no Twitter, com o objetivo de receber o apoio dos amigos ao longo do processo de emagrecimento”. O poder das novas tecnologias ao serviço
da Saúde é defendido por vários médicos, que começam a recomendar o uso destas aplicações em diversas situações clínicas.

Fonte: SportLife