O relatório revela que, em média, um em cada 100 utentes inscritos nos centros de saúde tiveram os níveis de atividade física avaliados, noticia o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os dados indicam ainda que, ao longo de três anos, foram emitidos 36 134 guias de aconselhamento breve para a atividade física nas consultas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

As autoridades de saúde recomendam que os adultos acumulem, pelo menos, 150 minutos por semana de atividade física de intensidade moderada, ou 75 minutos de atividades vigorosas (ou uma combinação equivalente).

Adicionalmente, devem ainda praticar atividades que contribuam para melhorar ou manter a força e resistência musculares, pelo menos, duas vezes por semana.

Os dados do relatório indicam que, em média, um em cada 100 utentes inscritos nos cuidados de saúde primários foi avaliado quanto aos seus níveis de atividade física e comportamento sedentário e 33,1 por cento atingiu a recomendação de prática de, pelo menos, 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada.

Em 2019, 65 por cento das pessoas reportou nunca praticar qualquer tipo de exercício físico (68 por cento, em 2017) e 63 por cento indicou estar sentado menos de seis horas por dia (62 por cento em 2017), indica o documento, sublinhando que a prevalência da inatividade física “parece aumentar com a idade em ambos os sexos, sendo superior nas mulheres”.

A DGS lembra que a atividade física tem, potencialmente, um papel preventivo na infeção por COVID-19 – por via do reforço do sistema imunitário, entre outros mecanismos -, mas sobretudo é uma atividade essencial ao equilíbrio físico e psicológico, “particularmente fragilizados neste contexto, principalmente nos períodos mais agudos de confinamento social”, refere.

De acordo com o documento, a pandemia de COVID-19 veio colocar “desafios ímpares” a vários níveis, nomeadamente no contexto dos determinantes de saúde, mas lembra que, apesar das limitações de circulação e recolhimento obrigatório adotadas, “Portugal definiu a prática de atividade física como uma das exceções às medidas de confinamento, reconhecendo a sua importância para a saúde física e mental neste contexto”.

Na nota introdutória do relatório, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, reconhece que a pandemia veio, também em relação à atividade física, “exacerbar iniquidades sociais”, sublinhando que o género, estatuto socioeconómico e a idade “parecem diferenciar as pessoas mais e menos ativas”.

A responsável sublinha ainda que a prática de atividade física “parece ter tido um papel “agregador” de outros comportamentos protetores da saúde, com efeito positivo em situação de confinamento social”.

Graça Freitas aponta ainda os “resultados promissores” conseguidos pela campanha “Siga o Assobio”, promovida pela DGS e dirigida a pessoas entre os 35 e os 65 anos que consideram que para praticar atividade física precisam de mais tempo, mais dinheiro, equipamento especial ou de estar em forma.

 

Fonte: SNS