O seu principal companheiro de treino – sim, estamos a falar dos ténis! – que guardam alguns segredos que podem influenciar os seus resultados. Consultámos os maiores especialistas no assunto para guiá-la na escolha do melhor modelo para você.

Coisa do passado
O conceito de supinada e pronada (quando a pisada é para fora e para dentro, respetivamente) ainda existe, mas vem perdendo importância.
“O conforto do calçado tem um papel mais fundamental no desempenho e na escolha da corredora”, explica Anna Palhares, especialista em produtos da Nike. Por isso, a maioria das marcas passou a dividir seus modelos de acordo com as características de amortecimento.

Ao gosto do freguês
O que é melhor: solas bem macias ou versões mais próximas ao chão? “É uma questão bem individual. Mas, conforme você evolui na corrida, tende a pisar menos com os calcanhares e, em consequência, a preferir amortecimento só na frente”, diz Vitor Rigobello, gerente da running da Adidas.

Mais leves e estáveis, esses modelos são indicados para sprints e provas de alta velocidade. “Mesmo que a sola esteja intacta, a entressola costuma ficar desgastada após 500 km”, alerta Rodrigo Barreiros, gerente da Mizuno Brasil. Troque o tênis quando o conforto acabar.

Mais detalhes, mais resultados
O drop (diferença de altura entre a parte frontal e a de trás da entressola) também influencia o conforto – quanto menor, mais eficiente será para quem tem uma passada veloz. Mas, independentemente do seu pace, use sempre dois calçados ao longo da semana.

“Quando eles levam diferentes tipos de amortecimento, essa troca ajuda a variar os estímulos do treino”, diz Anna. Dois exemplos: modelos mais minimalistas, como o Nike Free, fortalecem a musculatura do pé ao promover uma corrida natural e flexível; já o Adidas SuperNova Boost possui um reforço que garante estabilidade extra para quem tem problemas no joelho ou no calcanhar.

Fonte: Amantes da corrida