A WHO define Saúde Mental como sendo um estado de bem-estar no qual o indivíduo exprime as suas capacidades, enfrenta os stresses do dia a dia, trabalha produtivamente e contribui para a comunidade envolvente.

Em Portugal, as perturbações psiquiátricas afetam mais de um quinto da população (22,9%), sendo que 16,5% dizem respeito à ansiedade e 7,9% à depressão.

O estado de depressão é caracterizado pelo sentimento de tristeza e perda de interesse enquanto que o medo e o pânico caracterizam um estado de ansiedade. Para além destes sentimentos que definem e são inerentes a estas perturbações outros sentimentos como a fadiga, perturbações do sono e do apetite, a baixa autoestima, a inquietação, entre outros são transversais a ambas as patologias.

Depressão e ansiedade no exercício físico | Holmes Place

Fatores que influenciam a depressão e ansiedade:

Existem três fatores fundamentais que influenciam o risco de depressão e/ou ansiedade, são eles: os fatores bioquímicos, os fatores genéticos e os fatores ambientais.

É importante perceber o que acontece tanto a nível fisiológico e psicológico aquando a prática exercício e que estes processos nos ajudam a melhorar o estado de humor das pessoas. Três são as hipóteses fisiológicas que nos ajudam a perceber o efeito do exercício físico nos estados de humor, a hipótese da endorfina, a hipótese termogénica e a hipótese dos neurotransmissores. 

primeira diz-nos que o exercício tem um efeito positivo na depressão devido ao aumento da disponibilidade de β-endorfinas após o exercício e estas estão relacionadas com um humor positivo e uma sensação geral de bem-estar.

segunda sustenta que o aumento da temperatura corporal após o exercício é responsável pelos sintomas da depressão e ansiedade e que o aumento da temperatura em algumas regiões cerebrais, leva a uma sensação geral de relaxamento e redução da tensão muscular.

Por fim, a terceira hipótese é definida como o mais promissor dos mecanismos fisiológicos, afirmando que o exercício leva a um aumento na disponibilidade de neurotransmissores cerebrais (por exemplo, serotonina, dopamina e norepinefrina) que ajudam a diminuir os sintomas da depressão e ansiedade.

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Benefícios do exercício físico e recomendações

Os benefícios do exercício físico são consistentes, bem sustentados cientificamente e transversais às pesquisas realizadas nesta área.

– Pratique exercício físico 3 a 5 vezes por semana;

– As suas sessões podem ter a duração de 20 a 40 minutos;

– A intensidade do treino deverá ser moderada mas acima de tudo a mais adequada para si e para a sua condição física;

– O treino deverá ser o mais variado possível, permitindo assim trabalhar e desenvolver diferentes capacidades físicas e motoras;

– Garantir o cumprimento dos tópicos anteriores pelo menos durante 6 semanas.

É importante procurar um profissional especialista em exercício físico, este ajudá-lo-á a definir o melhor caminho!

Referências Bibliográficas:

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O’Connor, P., Herring, M., Caravalho, A., 2010, Mental Health Benefits of Strength Training in Adults, American journal of lifestyle medicine OnlineFirst, published on May 7,

Mikkelsen, K., Stojanovska, L., Polenakovic, M., Bosevski,M., Apostolopoulos, V., 2017, Exercise and mental health, Maturitas, 106, 48-56

DGS, 2014, Portugal, Saúde Mental em Números – 2014, Programa Nacional Para a Saúde Mental

WHO, (2001). Strengthening mental health promotion. Geneva,CH: World Health Organization (Fact sheet no. 220) (retirado em Janeiro de 2014, de http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs220/en/)

Lynette, C., Perna.F., 2004, The Benefits of Exercise for the Clinically Depressed, Prim Care Companion J Clin Psychiatry, 6, 104–111

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