Muitos atletas ingerem suplementos  nutricionais como vitaminas, minerais, aminoácidos e ervas, entre outros, para melhorar o seu desempenho e a saúde. Mas é preciso cuidado! Sendo diferentes dos medicamentos, esses suplementos não foram aprovados pelo FDA (Federal Drugs Administration) quanto à sua segurança e eficácia.

Os suplementos nutricionais não são padronizados e por isso não há garantia quanto à potência (intensidade) do produto ou do seu grau de pureza. O controle de qualidade pode ser deficiente por parte de alguns fabricantes, isto é, a quantidade de um ingrediente activo pode ser diferente da quantidade que o fabricante diz conter. Alguns suplementos apresentaram contaminantes ou níveis perigosos de ingredientes activos causando lesões ou óbitos.

O facto de um produto alegar conter ingredientes “naturais”não garante que ele seja seguro.

Alerta em relação a substâncias proibidas

Alguns suplementos nutricionais podem conter ingredientes, tais como androstenediona (percurso r da testosterona) ou efedrina, que podem resultar em testes positivos para substâncias proibidas. É possível que os atletas não percebam que um produto contém um ingrediente proibido porque um nome diferente é usado para apresentar o ingrediente ou que esse não é declarado no rótulo.

No mínimo, o uso involuntário de produtos proibidos por um atleta pode resultar na sua suspensão por doping, isto no caso da alta competição.

A escolha do suplemento

Apesar de não haver garantias, seleccione suplementos nutricionais que:

– Apresentem a sigla USP (United States Phamocopeia) no rótulo. A sigla USPsignifica que o suplemento passou por testes de diluição (para avaliar o quanto ele se dissolve), desintegração, potência e pureza. O fabricante também deve provar que o produto passou por testes para avaliar o conteúdo, potência, pureza e uniformidade.

– Sejam fabricados por indústrias alimentícias e farmacêuticas conhecidas no país. Os fabricantes idóneos seguem procedimentos rigorosos de controlo de qualidade. Se a empresa não responde às perguntas nem trata das reclamações recebidas, não use o produto que ela fabrica.

– Sejam suportados por pesquisas. As empresas idóneas deveriam publicar trabalhos científicos em periódicos revistos por profissionais para apoiar a qualidade do seu produto.

– Tragam informações precisas e apropriadas. Se as declarações não são claras ou se o rótulo contém afirmações absurdas, é pouco provável que a empresa siga bons procedimentos de controlo de qualidade. Tenha cautela se as alegações parecerem boas demais para serem verdadeiras.

Procure um médico ou nutricionista para falar sobre os suplementos nutricionais. Esses produtos podem interagir com medicamentos vendidos com ou sem prescrição e com outros suplementos, podendo causar efeitos adversos potencialmente sérios. Leia o rótulo do produto, siga todas as orientações e preste atenção às advertências. Relate qualquer efeito adverso ao médico e a programa MedWatch do FDA.

Texto: Elle Colleman